sábado, 30 de junho de 2007

Destinos e Reticências

França. Nova Zelândia, Austrália, Inglaterra! Peru, Equador, Panamá, até Argentina. Ou Japão, Alemanha, Moçambique. Estados Unidos já foi, Canadá acabou de deixar de ser, Noruega deixa amanhã. Irlanda, Inglaterra de novo, Estados Unidos de novo, México... França. Até Escócia, Uruguai está sendo, até Paraguai, se não me engano. Posso dizer também de Bali, Tailândia... Espanha, Portugal, Holanda. Itália, e... França.

Dentro do país há Angra, São Luiz, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo. Paraty, Búzios, Bonito... Floripa, Goiânia, Guarapari, Goiás Velho. Belém do Para, Muitas na Bahia, Campo Grande. Fora do país, França.

Destinos, muitos e muitos destinos. Pessoas, muitas e muitas pessoas. Tristezas, felicidades, pessoas que nunca mais verei, pessoas que verei em pouco tempo, outras em não tão pouco tempo. Pessoas próximas, pessoas distantes, pessoas quais eu me incluo, pessoas quais meus familiares estão inclusos. Tristezas vão com algumas, desejos de boa sorte com outras, mas é engraçado como sempre fica esse ar, reticente. Acho que nunca acabei de me despedir de ninguém.

Nunca houve nada parecido com um filme, onde as pessoas se despedem daqueles que viajam, e pronto, despediram-se, agora resta esperar sua volta. Ou mesmo quando as pessoas se despedem de você, que está indo viajar, e em um passe de mágica, deixam de existir. Sempre houve apenas reticências. Aquela vontade de ter se despedido um pouco mais, ou simplesmente aquela indiferença esquisita, quando é uma pessoa que mal tenho contato. Com algumas, uma certa tristeza bate, em pensar que muitos fatos transcorreram, transcorrem, transcorrerão dessas viagens, uma tristeza muitas vezes causada pela certeza de que nunca mais verei alguém, ou algo do tipo. Às vezes é só saudade. Às vezes essas lombras não tem nada a ver com a realidade. Mas ainda assim, fica um medo, uma sensação esquisita, uma saudade... Uma nostalgia, e... Reticências. Aquela vontade de ter dito algo a mais, de ter passado um pouquinho mais de tempo junto com a pessoa, aquela sensação de arrependimento por ter tratado a pessoa de algum jeito, que você acha que foi insuficiente... E reticências.

Alguns estão de volta, alguns destinos deixaram de ser destinos para transformarem-se em partidas, finalmente. Porém, alguns acabaram de tornarem-se destinos, e alguns são dolorosos. Alguns destinos deixarão de ser destinos para serem residências, outros serão estadias longas, alguns estadias curtas... E alguns nunca deixarão de ser destinos, pela sensação esquisita de que a pessoa está sempre indo, como acontece com as pessoas que você não mantém muito contato. “Fulano foi pra Zimbabwe”, você diz. Mas foi a meses atrás, então, porque não diz que está lá? Porque foi? Continua indo, eternamente? Às vezes parece que sim. Às vezes é assim, quem sabe?

Enquanto isso, outras pessoas foram para lugares, chegaram a lugares, e estão lá, agora. França. Destino final. Lá se encontra, lá está. Essa, em especial, espero ansiosamente. E com muita saudade, e muita nostalgia, espero o momento em que transformará seu Destination em seu Departure. Pois enquanto isso há a costumeira reticência. E reticências, reticências, reticências...

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