A industrialização da Rússia ocorreu com atraso de mais de um século em relação à Inglaterra, mas foi favorecida pelo fim da servidão, que liberou mão-de-obra, e pelos investimentos estrangeiros.
As péssimas condições de trabalho levaram os operários a se organizarem em torno de partidos com ideais socialistas. Divergências internas dividem o POSDR em bolcheviques e mencheviques.
Durante reprimidas, as rebeliões populares de 1905 fortaleceram as organizações partidárias e preparam o povo para a revolução.
A Primeira Guerra Mundial enfraqueceu ainda mais o governo Nicolau II. Em dois anos de luta, seu exército sofreu 7 milhões de baixas, entre mortos, feridos e desetores. A população civil padeceu com a fome e o desemprego.
Em fevereiro de 1917, o czar abdicou e foi instalada uma república liderada por Kerensky. Em novembro, os bolcheviques comandados por Lênin e Trotsky tomam o poder. Logo após, assinam a paz com a Alemanha, efetuam uma radical reforma agrária e nacionalizam bancos, indústrias e meios de transportes.
Os russos-brancos, apoiados pelas potências capitalistas (Inglaterra, França e EUA), resistem e iniciam uma sangrenta guerra civil que dura três anos (1918-1921), mas é vencida pelo Exército Vermelho.
Depois de duas guerras, a economia russa estava arrasada. Para recuperá-la, Lênin adotou a NEP, afrouxando alguns controles sobre os investimentos estrangeiros, o excedente agrícola e as pequenas empresas (menos de vinte funcionários).
Em 1924, Lênin morreu e foi substituído por Stálin, que passou a perseguir todos os seus adversários (principalmentos os adeptos de Trotsky), condenando centenas de milhares à morte e milhões ao exílio na Sibéria. Suprimiu A NEP e adotou os planos qüinqüenais. A URSS tornou-se, assim, uma grande potência.
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Revolução Russa
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