Algumas religiões dizem que o sete é um número sagrado. Outras, dizem que o nove é um número celestial, absoluto. Já para Aristóteles, o quatro era esse número. Dizia ele que o mundo era formado por quatro elementos, portanto havia também, quatro humores que regiam o ser humano. Bem, para mim, se existisse mesmo um número sagrado, seria esse o três, que realmente é sagrado, mas para os católicos. Dês de que me dou por gente, esse é um número coincidentemente presente na minha vida (e realmente dês de sempre, já que nasci no dia três de dezembro, e, se eu fosse como o Zagalo, diria que 12/3 = 3).
Vários momentos importantes da minha vida aconteceram em dias e mês três. Meu nascimento, o início de namoros, provas, formaturas, acidentes, acontecimentos no mundo, e coisas mais. Porém não vim aqui para falar de superstições que nem mesmo tenho. Porém o três realmente rege várias coisas, na minha forma de pensar. Eu por exemplo não consigo pensar em ter qualquer coisa com uma menina que eu não conheço. Alguns falam que eu sou tímido, outros me chamam de viado. Mas eu tenho algum motivo, uma questão de princípios emocionais. Não princípios morais, ou algo do tipo, mas uma necessidade social que eu tenho. Para mim existem três (olha ele aí) pontos que fazem nos sentir atraídos uns pelos outros.
Primeiro, há a atração física, completamente extintiva. É o nosso traço animal, que preza pela sobrevivência da espécie, ou, em outras palavras, é a nossa necessidade de sexo. Todo mundo sente falta de uma boa transa. E isso é o nosso extinto
O amor somado a qualquer uma das duas outras pode criar uma relação verdadeira, no meu caso. Mas o ideal é que existam mesmo as três. O três cria um equilíbrio perfeito num relacionamento, pois seria como se ambos estivessem completos. Claro que isso só ocorre quando estamos falando de gases ideais, mas chega bem perto, e pode dar muito certo durante bastante tempo.
Santíssima trindade e três porquinhos!
texto de 14 de fevereiro de 2007.
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