domingo, 8 de julho de 2007

FMI

Quando eu penso na FMI, a feira de música independente, que aconteceu aqui em Brasília no começo de maio, eu fico feliz. Feliz por ter conhecido tanta gente, ter visto que Brasília não é composta só por um milhão de imbecis. Feliz por ter conhecido um lado da música que eu não tinha muito contato, e conhecido através disso um monte de banda legal. E feliz por ter conhecido alguém que eu já conhecia. Feliz por, sem nenhuma pretensão inicial, sem nenhum planejamento, ter acontecido tanta coisa, que eu desejo que só continue acontecendo, no segundo semestre. Aprendi muito, espero ter ensinado um pouquinho, Vivi. Tudo por ter decidido ir numa feira de música independente mais uma vez, no encerramento, ao invés de assistir a Fernandinha Abreu, num grande vexame dos organizadores de Brasília, com uma artista nacional.

E por tanta coisa boa, eu acho que podia ter uma FMI todo final de semana. “Ah, ia ser um exagero, e tudo em exagero fica ruim”, você pode dizer. Mas sei lá, eu acho que nesse caso, ia ser bom. Muito bom. Porque música, em exagero, faz mal? Me faz pensar. A música é muito boa! Arte, arte em geral...! A arte é a coisa mais genial que já inventaram! Pra mim, a arte é o único motivo pra gente não ter se matado até hoje. A arte é o que dá vida a vida. É o sopro da alma. Porque a arte é amor transcrito, em palavras, em sons, em cores, é um sentimento. Muitas vezes pode até não ser amor, sendo algum outro sentimento. E às vezes também pode ser raciocinada, calculada, o que é só um sentimento aplicado, acho. Mas o que move o ser humano a fazer a arte é o amor.

Amor. É uma coisa bonita, isso. O amor, do jeito que a gente sente, é o que faz do ser humano, humano. Pra mim, muito mais do que a nossa mente, do que a nossa capacidade de pensar, o nosso amor, humano, imperfeito, pensado, vivendo numa mescla com raciocínio, e outros sentimentos, tão racionais, criando toda essa angústia, essa saudade, esse nosso sentimento de pertencimento, de pertencer a alguém, esse amor é o que nos faz diferentes de simples animais. Que bom.

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