domingo, 9 de dezembro de 2007

Condição

E não me importa o presente,

Onde não ganho um só tributo,

Tempo este no qual somente vivo,

Vivo, por não ter rumo melhor a seguir,

Rumo, por não ter coisa melhor a fazer,

E faço, por não ter lugar melhor para viver.

E não me importa tudo isso, do que não reclamo,

Enquanto penso, simplesmente, nas portas,

Portas que me apareceram,

Portas que me escolheram,

Que me trouxeram a escolher a espera,

Por primavera, ou talvez por outono,

Mas a espera por alguém que vai longe,

E para longe de mim se foi.

Quando volta, ou se volta,

Tenho medo.

Pois não me importa o presente,

E a única coisa que lhe pergunto é

Sou passado, ou sou futuro?



14 de Julho de 2007. Tempos de saudades imensas e antigas realidades opressoras. Tive resposta impronunciada.

Nenhum comentário: