E não me importa o presente,
Onde não ganho um só tributo,
Tempo este no qual somente vivo,
Vivo, por não ter rumo melhor a seguir,
Rumo, por não ter coisa melhor a fazer,
E faço, por não ter lugar melhor para viver.
E não me importa tudo isso, do que não reclamo,
Enquanto penso, simplesmente, nas portas,
Portas que me apareceram,
Portas que me escolheram,
Que me trouxeram a escolher a espera,
Por primavera, ou talvez por outono,
Mas a espera por alguém que vai longe,
E para longe de mim se foi.
Quando volta, ou se volta,
Tenho medo.
Pois não me importa o presente,
E a única coisa que lhe pergunto é
Sou passado, ou sou futuro?
14 de Julho de 2007. Tempos de saudades imensas e antigas realidades opressoras. Tive resposta impronunciada.
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