quarta-feira, 31 de outubro de 2007

um paradoxo

esse jeito de olhar
confunde-me:
por que quanto mais longe é menor,
se quanto mais se afasta é maior o que sinto?

a ilusão de óptica é tão certa
quanto os olhos fechados e o coração sentindo.

meu grito virou eco
sem sequer repetir uma só palavra,
porque à cada som perde o significado
e sobe um tom.

o olhar e o grito que lancei
se eternizaram
no limite de um horizonte
no vácuo de um prelúdio.

não me olhe de perto
e nem fale comigo.
se é que quer me entender.


De uma variação do Eu, o ego cruelmente lindo e imponente; Tássia, Tássinha, Tássião.

*O título dado não é o verdadeiro título do poema.

Um comentário:

Aqui na Terra tão ditando o popular disse...

HAHA... ê,chicôôô! nem falo nada tá?
não precio mesmo. vc já sabe...tá careca de saber. xD